sábado, 19 de outubro de 2013

Tu amor

Tu, amor passado, que cisma em me atormentar com lembranças e dores que eram para serem esquecidas, mas voltam há todo momento quando abaixo aguarda e pisco por um segundo. A dor é devastadora quase me fazendo voltar para o sofá chorando. Seja em um dia de sol ou de chuva, mas é principalmente à noite perto ou longe de pessoas os sentimentos oscilam e é sempre graças a quem?  Tu, amor ingrato e egoísta, que não me deixa ir, não me deixa respirar e viver. Que sempre me prende dentro de uma jaula e me faz reviver o que uma vez foi, foi e não voltará mais! Porque não aceitas? Não aceitas que já passou e vás embora, suma no tempo.
É tudo minha culpa, maldito coração, maldito amor que me permito sentir e me deixo machucar. Tu, amor que foi o primeiro, que foi o meu erro deixe-me seguir enfrente e voltar a ver cor no céu que agora esta tão cinza. Tu, amor sem medidas, que enche-me e esvazia-me, que machuca-me e me consola, que esta presente até mesmo quando se encontra ausente. Tu, amor que foi há tantos anos, já era para ser de outro! Por que não desagarras invés de ficar assim, como um chiclete colado em meu frágil coração.

Já fui ao médico porque não tive escolha. Já pedi para uma cartomante ver se em um futuro próximo eu terei outro, mas tudo o que ela me disse é da pessoa que amo e que me ama também, adivinhe só em quem pensei. Tu, meu amor egoísta, que ainda tem um rosto, um nome, vários momentos, músicas, mais nunca uma voz deixe-me ser feliz e vás embora amar outra deixe-me viver.

Tu, amor meu sem voz, sem cheiro abandone minhas lembras, minhas noites e meus choros. Tu , amor que tanto me fez sentir especial, agora me sufoca e me faz mal. Tu, amor meu, vire uma borboleta e voe para longe para fazer alguém feliz como fez a mim.

~Maristela Chaves 

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