Tu, amor passado, que cisma em
me atormentar com lembranças e dores que eram para serem esquecidas, mas voltam
há todo momento quando abaixo aguarda e pisco por um segundo. A dor é
devastadora quase me fazendo voltar para o sofá chorando. Seja em um dia de sol ou
de chuva, mas é principalmente à noite perto ou longe de pessoas os
sentimentos oscilam e é sempre graças a quem? Tu, amor ingrato e egoísta, que não me deixa ir,
não me deixa respirar e viver. Que sempre me prende dentro de uma jaula e me faz
reviver o que uma vez foi, foi e não voltará mais! Porque não aceitas? Não
aceitas que já passou e vás embora, suma no tempo.
É tudo minha culpa, maldito
coração, maldito amor que me permito sentir e me deixo machucar. Tu, amor que
foi o primeiro, que foi o meu erro deixe-me seguir enfrente e voltar a ver cor
no céu que agora esta tão cinza. Tu, amor sem medidas, que enche-me e esvazia-me, que machuca-me e me consola, que esta presente até mesmo quando se encontra ausente.
Tu, amor que foi há tantos anos, já era para ser de outro! Por que não desagarras
invés de ficar assim, como um chiclete colado em meu frágil coração.
Já fui ao médico porque não
tive escolha. Já pedi para uma cartomante ver se em um futuro próximo eu terei
outro, mas tudo o que ela me disse é da pessoa que amo e que me ama também, adivinhe só em quem pensei. Tu, meu amor egoísta, que ainda tem um rosto, um nome,
vários momentos, músicas, mais nunca uma voz deixe-me ser feliz e vás embora
amar outra deixe-me viver.
Tu, amor meu sem voz, sem
cheiro abandone minhas lembras, minhas noites e meus choros. Tu , amor que tanto
me fez sentir especial, agora me sufoca e me faz mal. Tu, amor meu, vire uma borboleta
e voe para longe para fazer alguém feliz como fez a mim.
~Maristela Chaves
~Maristela Chaves

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